
A mudança de estação é muito visível nos diferentes frutos que vão surgindo. As cestas cheias de maçãs fazem-me sorrir e quase me esqueço dos frutos de verão que nos últimos meses trouxeram colorido aos nossos dias e um travo ácido e doce à sobremesa. Esta é uma tarte de transição. Um compromisso entre os sabores dos frutos de tempo mais quente e as cores mais quebradas e suaves de um Outono que promete. São os últimos figos e um punhado de amoras. É uma alegria em forma de tarte. Uma passagem para as maçãs (ainda acompanhadas por framboesas) e um desejo em forma de chávena de chá.

Tarte de figos e amoras
Adaptado ligeiramente de Nigel Slater, Tender - volume II
Serve 4 porções pequenas
150g farinha
90g manteiga sem sal gelada
35g açúcar em pó (icing sugar), extra para polvilhar
1 gema de ovo
1-2 colheres sopa água gelada
para o recheio:
125g amoras
8 figos pequenos, cortados grosseiramente ou ao meio no caso dos mais pequenos
2 colheres sopa compota de amoras (ou de frutos vermelhos)
40g avelãs raladas
1 colher sopa sumo limão
1 colher chá açúcar
Coloque a farinha e o açúcar numa tigela larga e junte a manteiga. Com uma faca vá cortanto a manteiga e misturando, até obter uma mistura semelhante a migalhas. Junte a gema e 1 colher sopa de água e junte com a faca até a massa começar a agregar. Com as mãos forme uma bola sem amassar. Cubra com película e refrigere por 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Para o recheio, aqueça a compota até ficar líquida. Misture as amoras e os figos e as avelãs. Retire a massa do frio e, entre duas folhas de papel vegetal, estenda-a até obter um círculo com um diâmetro de cerca de 25cm. Esta massa não pode ser estendida muito fina e deve ser tratada com cuidado. Com o rolo da massa, transfira para uma forma (de 20-22cm diâmetro) pincelada com manteiga. Deixe o rebordo da massa para fora da forma. Verta o recheio para o centro e polvilhe com o açucar. Dobre a massa para cima do recheio, sem sobrepor completamente (o recheio deve ficar visível ao centro). Leve ao forno por 35-40 minutos ou até a massa estar dourada. Sirva morna, polvilhada com açúcar em pó.
nota: As quantidades dos ingredientes para a massa correspondem a 2/3 da receita original. O Sr. Nigel Slater sugere 4 tartes individuais pelo que necessita de mais massa. O meu recheio foi feito à medida dos ingredientes que eu tinha em casa, nomeadamente uma quantidade de amoras muito inferior ao original (250g) e apenas metade da compota que o original utiliza. Embora eu tenha feito esta tarte numa forma de cerâmica, suspeito que ela ficará igualmente bem em versão galette num tabuleiro.
Parece uma forma deliciosa de nos despedirmos, ainda que a contragosto, do Verão!...
ResponderEliminarBeijo
babette
Se todas as despedidas fossem assim tão doces e harmoniosas... seriam perfeitas :)
ResponderEliminarDelícia de texto, de frutas, de receita. Perfeita combinação, Suzana - também amei o potinho onde a tarte está. ;D
ResponderEliminarUma delicia para a despedida dos frutos de Verão!!!
ResponderEliminarbjs
Neste blog nenhum pormenor é deixado ao acaso! Perfeito compromisso entre o partir e o chegar! Muito bonitas as fotos....com esta chuva toda apetecia-me mesmo uma pausa ao lanche com uma bebida quente e esta tarte....LINDA!
ResponderEliminarAcho que foi uma despedida em beleza. A apresentação ficou lindissima.
ResponderEliminarBeijinhos e bom fds
Aproveito para deixar o endereço do meu blog que, para além das minhas aventuras do dia-a-dia, coloco também as receitinhas que vou fazendo tendo em conta o pouco tempo que tenho disponível
ResponderEliminarhttp://mefrancesca.blogspot.com
Suzana,
ResponderEliminarAcabei de conhecer seu blog, de amador o gourmet não tem nada!! hihihih Suas receitas e fotos são ótimas, adorei!
bjs
hummm parece delicioso!!! lindo blog! Parabéns!
ResponderEliminaresta atrte esta tai boinita
ResponderEliminarfigos ca ja nao ha, amoras ainda consigo no hiper.
eu adoro esta epoca, em que comçam as chuvas. sabe tao bem estar em casa assim
beijinhos